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Quando o parto deve ser antecipado para proteger mãe e bebê!


O anúncio da influenciadora Maíra Cardi de que sua filha nascerá com 38 semanas levantou dúvidas e preocupações sobre os motivos para antecipar o parto. Afinal, o bebê não deveria vir ao mundo apenas quando a gestação completa 40 semanas?

Na verdade, em algumas situações clínicas, a decisão médica de antecipar o nascimento é uma medida de segurança, tanto para a mãe quanto para o bebê. Neste artigo, explico quando isso pode acontecer, quais os riscos envolvidos e como garantir um parto seguro e humanizado.

38 semanas é parto prematuro?

Não. A partir de 37 semanas, a gestação já é considerada a termo, ou seja, o bebê está pronto para nascer. O intervalo entre 37 e 38 semanas e 6 dias é chamado de termo precoce. Apesar de não ser considerado prematuro, cada semana a mais dentro do útero ajuda o bebê a ganhar peso e fortalecer órgãos importantes, como os pulmões.

Por isso, os obstetras só indicam a antecipação do parto nessa fase quando realmente há uma justificativa clínica.

Por que antecipar o parto em alguns casos?

A decisão de realizar o parto com 38 semanas geralmente está associada a condições de saúde da mãe ou do bebê que podem trazer riscos se a gestação avançar mais. Alguns exemplos incluem:

Cada situação deve ser avaliada de forma individual, sempre considerando o bem-estar materno e fetal.

O que é a trombofilia e quais os riscos?

A trombofilia é uma alteração na coagulação do sangue que torna a gestante mais propensa a desenvolver coágulos. Isso pode trazer complicações como:

  • Trombose venosa profunda.

  • Embolia pulmonar.

  • AVC.

  • Problemas de irrigação na placenta.

Essas alterações podem comprometer tanto a saúde da mãe quanto o desenvolvimento do bebê.

Com acompanhamento adequado, uso de anticoagulantes quando indicado e pré-natal de alto risco, é possível reduzir significativamente os riscos e manter a gestação estável até o momento seguro para o parto.

Quais os riscos para o bebê?

O maior impacto da trombofilia está na placenta, já que a circulação pode ser prejudicada. Isso pode levar a:

  • Restrição de crescimento intrauterino.

  • Sofrimento fetal.

  • Necessidade de antecipar o parto para evitar complicações.

Mas é importante tranquilizar: na maioria dos casos, com acompanhamento médico e tratamento adequado, os bebês nascem saudáveis e não precisam de internações prolongadas.

Decisão individualizada: cada gestação é única

Não existe uma regra fixa que obrigue toda gestante com trombofilia (ou outras condições) a ter o parto exatamente com 38 semanas. Algumas podem esperar até 39 ou até entrar em trabalho de parto espontâneo, desde que os exames mostrem que mãe e bebê estão bem.

O mais importante é que a decisão seja personalizada, baseada em evidências científicas, exames de acompanhamento e diálogo entre paciente e equipe médica.

O olhar humanizado sobre a antecipação do parto

Receber a notícia de que o parto será antecipado pode gerar medo e ansiedade. Por isso, é essencial que a gestante seja acolhida, escutada e tenha todas as suas dúvidas respondidas.

Mais do que seguir protocolos, é preciso respeitar a história e o momento de cada mulher, oferecendo segurança para que ela se sinta protagonista no nascimento do seu bebê.

De forma simplificada...

O parto com 38 semanas não é prematuro, mas deve ser indicado apenas quando há motivos médicos que justifiquem a antecipação. Condições como a trombofilia exigem atenção especial, mas com tratamento adequado e acompanhamento próximo, é possível viver uma gestação tranquila e um parto seguro.

Se você tem dúvidas sobre sua gestação ou recebeu recomendação de antecipação do parto, converse com seu obstetra. A decisão deve ser feita de forma conjunta, sempre priorizando a saúde da mãe e do bebê.


Quer entender mais sobre os riscos que envolvem a pressão arterial durante a gravidez? Leia também o artigo “Será que todo aumento de pressão na gravidez é pré-eclâmpsia?” e aprofunde-se nesse tema tão importante para a saúde da gestante e do bebê.

 
 
 

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